Coaching e Desenvolvimento de Pessoal


Reflexão 5

23/02/2012 15:21

Você me deixa louco, tira-me do sério!

Frases como estas ditas em contextos românticos podem até enaltecer o ego do interlocutor. Ditas em contextos de queixa, representam vitimização diante do outro.

Aí vemos na mídia casos extremos de maridos que matam esposas, pessoas que agridem outras fisicamente, porque “perderam o controle”. E os agressores vêem-se como vítimas das situações. Podem até ser. Mas, quando estarão dispostos a abandonar a posição de vítima, para assumir a posição de protagonista?

Poucos de nós estamos dispostos a descobrir o que nos faz ficar louco e sair do sério, porque, apesar de teoricamente não gostarmos da posição de vítima, ela dá menos trabalho que nos conhecermos e assumirmos a responsabilidade pelo que sentimos e fazemos diante do outro.

Parece inacreditável, mas há pessoas que ainda hoje pensam que buscar ajuda de um terapeuta é um sinal de fraqueza. Tomar ansiolítico ou anti-depressivo é socialmente aceito, mas procurar terapia não, porque não estamos dispostos a investir em soluções de longo prazo.

Como submeter-se a um processo de coaching pode, em vários contextos, significar status, há pessoas que estão procurando o processo de coaching para resolver questões de terapia.

Às vezes levamos 20, 30, 40, 50 anos para ficarmos da forma que somos e esperamos que num processo que tem um foco específico como o coaching resolvamos todas as nossas mazelas.

Como coach e instrutora de treinamento, já vi pessoas terem resultados extremamente significativos em processos de coaching ou em treinamentos. Já tive clientes de coaching que estavam em processo de terapia ou análise há anos e que tiveram enormes saltos com o processo de coaching. Já vi casos de pessoas que a partir do processo de coaching perceberam a necessidade de fazer terapia e tiveram ótimos resultados.

Mas, em todos estes casos, é necessário humildade.

Humildade do cliente:

  • Em perceber que não é só vítima das situações,
  • Que não sendo só vítima pode fazer algo a respeito,
  • Que buscar ajuda especializada não é uma vergonha.

Humildade do profissional procurado:

  • Em perceber até que ponto consegue ou não ajudar,
  • Em dar referências para o cliente sobre o que é possível fazer,
  • Em indicar outros profissionais especializados, quando necessário.

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